Poetry International Poetry International
Gedicht

António Osório

Seed House

It’s sad not to have a seed house.
It’s useless to cherish those particles lying idle
or to hope that they’ll nest without sleet
and erupt like the flame of a candle.

It’s sad to pay money for what naturally grows,
sad that berseem loses its sorrel colour in the soil,
and that Persian clover feeds the mouths of cattle.

It’s sad they don’t reject that profuse, prodigious,
stubborn servitude, that vitality in love with the sun,
and don’t add up what they’re owed, like a peasant,
demanding wages for the machinations of God and men.

CASA DAS SEMENTES

CASA DAS SEMENTES

É triste não possuir uma casa de sementes.
Não adianta amar essas partículas ali ociosas,
nem desejar que nidifiquem sem granizo
e irrompam como a chama de uma vela.

É triste pagar um preço pelo que há-de nascer,
que o bersim perca a cor alazã penetrando na terra
e o trevo da Pérsia alimente a boca das reses.

É triste que não recusem essa densa, pródiga,
obstinada servidão, a vitalidade apaixonada pelo sol,
e não façam, como um camponês, as suas contas,
exigindo a Deus e aos homens o salário da maquinação.
António Osório

António Osório

(Portugal, 1933)

Landen

Ontdek andere dichters en gedichten uit Portugal

Gedichten Dichters

Talen

Ontdek andere dichters en gedichten in het Portugees

Gedichten Dichters
Close

CASA DAS SEMENTES

É triste não possuir uma casa de sementes.
Não adianta amar essas partículas ali ociosas,
nem desejar que nidifiquem sem granizo
e irrompam como a chama de uma vela.

É triste pagar um preço pelo que há-de nascer,
que o bersim perca a cor alazã penetrando na terra
e o trevo da Pérsia alimente a boca das reses.

É triste que não recusem essa densa, pródiga,
obstinada servidão, a vitalidade apaixonada pelo sol,
e não façam, como um camponês, as suas contas,
exigindo a Deus e aos homens o salário da maquinação.

Seed House

It’s sad not to have a seed house.
It’s useless to cherish those particles lying idle
or to hope that they’ll nest without sleet
and erupt like the flame of a candle.

It’s sad to pay money for what naturally grows,
sad that berseem loses its sorrel colour in the soil,
and that Persian clover feeds the mouths of cattle.

It’s sad they don’t reject that profuse, prodigious,
stubborn servitude, that vitality in love with the sun,
and don’t add up what they’re owed, like a peasant,
demanding wages for the machinations of God and men.
Sponsors
Gemeente Rotterdam
Nederlands Letterenfonds
Stichting Van Beuningen Peterich-fonds
Prins Bernhard cultuurfonds
Lira fonds
Versopolis
J.E. Jurriaanse
Gefinancierd door de Europese Unie
Elise Mathilde Fonds
Stichting Verzameling van Wijngaarden-Boot
Veerhuis
VDM
Partners
LantarenVenster – Verhalenhuis Belvédère